DNA vs. Afeto: Herdeiro do agro luta na Justiça para manter sobrenome de pai que não era biológico
Caso trata do direito de um neto de manter o sobrenome e o vínculo familiar com o pai falecido, mesmo após o teste de DNA revelar que eles não tinham parentesco de sangue. A família biológica do pai, que é dona de grandes empresas do agronegócio, tenta retirar o nome do rapaz da família na Justiça, o que gerou grande repercussão na imprensa.
O que diz a defesa do rapaz ?
A defesa argumenta que a situação envolve direitos humanos fundamentais que vão muito além da genética:
• Paternidade do coração (Socioafetividade): O foco principal é o amor, a convivência e a história real construída entre o rapaz e o pai que o criou e o amou. A Justiça brasileira já reconhece que o vínculo de afeto é tão valioso quanto o de sangue.
• Proteção da identidade: Não se pode apagar a história, os documentos e a identidade de alguém que foi acolhido como filho legítimo por toda a vida devido a “arrependimentos tardios” ou brigas de família após a morte do pai.
• Dignidade humana: Garantir que o rapaz mantenha seu nome e sua história é uma forma de respeitar sua dignidade e sua estabilidade familiar (segurança jurídica)
